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A nómada gulosa

Um blog de crónicas viajeiras e com tendências epicuristas

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Com os holandeses (durante 2 semanas pelo menos)

Regresso a Haia e a Amesterdão, 3 e 13 anos depois, respectivamente. Canais, mestres pintores holandeses, tulipas, moinhos, bicicletas, socas de madeira, queijo Gouda, pólderes. Tudo evocações dum país no coração da Europa, mas com traços sui generis. As minhas estadias esporádicas não permitem um retrato fiel, próximo ou conhecedor da personalidade, hábitos ou carácter do povo holandês. Para tal, recomendo a leitura de “Com os Holandeses” do meu compatriota J. Rentes de Carvalho, observador atento desta sociedade, que numa prosa honesta e frontal, mas sem ser rude, traça as virtudes e os defeitos das gentes desta terra.

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Mas devo dar à mão à palmatória no que diz respeito às observações dele sobre a culinária holandesa, ou melhor, à ausência dela.

Quem entre, porém, numa livraria ou na surpreendente Dok, na Haia, (http://www.dokhomeofcooking.nl) ficaria com a impressão do oposto: há variedade de tópicos na prateleira dedicada à culinária e gastronomia e “gadgets" de todos os tamanhos e feitios, incluindo aparas de vários tipos de madeira para fazer fumados, em suma, um sonho para quem gosta de cozinhar.

Valham-nos, pois, as diversas opções de cozinha internacional, que vão desde as já clássicas (para nós, pelo menos) indiana e italiana, até, porventura mais exóticas, à filipina, à indonésia ou à libanesa. 

Em Haia experimentei um grego, Irodion. Para entrada, umas dolmas (folhas de videira, recheadas com arroz e peixe) estavam macias e frescas. De seguida, um suculento slouvaki, carne de borrego picada grelhada, em que ressalta o tempero dos cominhos, acompanhado de batata frita, molho de iogurte e pepino. Uma experiência informal na esplanada sob um sol ameno, que é sempre uma benção por estas paragens.

 

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Também em Haia, cozinha lionesa. Nestas bandas, dei de caras com um restaurante da cozinha de Lyon (Le gone), testemunho da sua riqueza e importância no quadro da gastronomia francesa, o que não é de espantar, considerando que Lyon reivindica local cimeiro nesta última. Rodolphe, um simpático lionês, está aos comandos deste restaurante simples, onde tive a oportunidade de comer uma salada lionesa. Uma mistura de saladas verdes, crotouns, figo seco, nozes, fatias de um enchido típico de Lyon com pistácios, fatiado e grelhado, encimada por um ovo escalfado, com uma vinagreta ao lado.

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Em Amesterdão, uma incursão na cozinha malaia no restaurante Wau. Satay de borrego, acompanhado de cebola rocha, pepino, manga e ketupat, bolos de arroz glutinoso cozinhados numa pequena bolsa formada por folhas de palma, e claro, o incontornável molho satay, à base de amendoim e ligeiramente picante. O arroz envolvido nas folhas tem um sabor pungente e o pepino e a manga dão frescura à carne que se envolve no molho.

Enfim, experiências a repetir, se possível.