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A nómada gulosa

Um blog de crónicas viajeiras e com tendências epicuristas

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O isco e engodo do Peixola

Um restaurante que só serve peixe? Count me in! Fica entre o Cais do Sodré e o Chiado, na Rua de Alecrim e à volta deste balcão (não há mesas), desfilam as entradas, os tártaros e ceviches, assim como opções mais robustas, digamos assim, sob a designação de «peixe graúdo».

 

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A escolha da noite recaiu no pica-pau de atum com soja, gengibre e chips, nos ceviches de atum com pepino doce, crocante de quinoa e batata-doce e de peixe branco, cebola roxa e abacate bem como nos tacos de camarão.

O pica-pau revelou-se uma excelente surpresa, com um atum macio e aveludado, cozinhado no ponto certo e que em nada fica atrás do clássico pica-pau. Outro eleito da noite foi o ceviche de peixe branco, com um pampo de qualidade, temperado q.b., fresco e cítrico. 10 points. Os tacos de camarão mostraram textura e frescura com um subtil picante que se envolvia no crocante da cobertura.

 

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A carta de bebidas destaca-se pela oferta de runs. A experimentar na próxima incursão, até porque a banda sonora do Peixola convida a bebericar um cocktail à base daquela bebida num final de tarde/princípio de noite.      

 

Enquanto o Sushic não abre no Chiado

Atravessa-se a ponte 25 de abril (numa noite chuvosa no caso) em direção a Almada e entra-se num espaço clean e depurado.

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É certo que deste lado do rio já se pode contar com o Mercado de Algés, mas as opções são em menor número e as vistosas sobremesas não fazem parte do cardápio.

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Os sushi’s e sashimi’s servidos não me encheram as medidas, apenas tendo sobressaído, como entrada, o Ebi delight. Para mim, as melhores incursões ao Sushic são justamente as que não passam pelo sushi & Cª e em que é possível melhor apreciar a originalidade, a frescura e a textura do peixe ou a leveza das tempuras. Mas se há matéria que prima sempre pela espectacularidade são as sobremesas que nunca desiludiram até à data.

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Sala de Corte: o epíteto de gula carnívora

Depois do post anterior, pode parecer antagónico ou provocador este post. Mas, em tudo na vida é preciso equilíbrio e dá-se a coincidência de num curto espaço de dias ter revisitado a Miss Saigon e a Sala de Corte e nada mais.

Localizado nas traseiras do Mercado da Ribeira, o espaço retangular e amplo, com um longo balcão, permite acompanhar a actividade da cozinha e para o Josper, o forno-grelhador, alimentado com carvão 100% vegetal e que, simultaneamente, grelha a carne. Mal atinge o ponto, a carne repousa no holdomat, para que as fibras da carne relaxem e possam reabsorver os respetivos sucos.

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A origem da carna é irlandesa, uruguaia e argentina, e a ementa propõe apenas 6 cortes, a saber, vazia, picanha, entrecôte, lombo, chateaubriand e chuletón de Buey. Seja qual for o corte escolhido, é servido em tábuas, acompanhado com tomate cereja assado e relish de tomate fumado, e um molho à escolha, entre sete (chimichurri, stilton, pimenta, maionese trufada, cogumelos, béarnaise e manteiga de alho e ervas).

Para acompanhar as tábuas, são propostos, designadamente, batatas fritas, puré de batata trufado e dauphinoise de batata-doce. A carta de vinhos é variada, bem organizada e constata-se que foi pensada com cuidado e dirigida a estabelecer a ponte com a estrela deste restaurante.

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A carne é deliciosa, suculenta e de tal forma rica em sabor que, a meu ver, dispensa qualquer molho. Desta vez a escolha recaiu no chateaubriand e chuletón de Buey, com 300gr e 750 gr, respectivamente, e mal dei conta, metade do chuletón já tinha «voado».

No capítulo das sobremesas, recomenda-se a pavlova de frutos vermelhos.