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A nómada gulosa

Um blog de crónicas viajeiras e com tendências epicuristas

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Sala de Corte: o epíteto de gula carnívora

Depois do post anterior, pode parecer antagónico ou provocador este post. Mas, em tudo na vida é preciso equilíbrio e dá-se a coincidência de num curto espaço de dias ter revisitado a Miss Saigon e a Sala de Corte e nada mais.

Localizado nas traseiras do Mercado da Ribeira, o espaço retangular e amplo, com um longo balcão, permite acompanhar a actividade da cozinha e para o Josper, o forno-grelhador, alimentado com carvão 100% vegetal e que, simultaneamente, grelha a carne. Mal atinge o ponto, a carne repousa no holdomat, para que as fibras da carne relaxem e possam reabsorver os respetivos sucos.

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A origem da carna é irlandesa, uruguaia e argentina, e a ementa propõe apenas 6 cortes, a saber, vazia, picanha, entrecôte, lombo, chateaubriand e chuletón de Buey. Seja qual for o corte escolhido, é servido em tábuas, acompanhado com tomate cereja assado e relish de tomate fumado, e um molho à escolha, entre sete (chimichurri, stilton, pimenta, maionese trufada, cogumelos, béarnaise e manteiga de alho e ervas).

Para acompanhar as tábuas, são propostos, designadamente, batatas fritas, puré de batata trufado e dauphinoise de batata-doce. A carta de vinhos é variada, bem organizada e constata-se que foi pensada com cuidado e dirigida a estabelecer a ponte com a estrela deste restaurante.

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A carne é deliciosa, suculenta e de tal forma rica em sabor que, a meu ver, dispensa qualquer molho. Desta vez a escolha recaiu no chateaubriand e chuletón de Buey, com 300gr e 750 gr, respectivamente, e mal dei conta, metade do chuletón já tinha «voado».

No capítulo das sobremesas, recomenda-se a pavlova de frutos vermelhos.